"Todas as opiniões aqui expressas são da inteira responsabilidade do autor de cada postagem, não coincidindo, necessariamente, com as posições do órgão público cujos quadros o autor integra nem de qualquer órgão do governo brasileiro".

Quanto tempo devo estudar por dia? Conheça minha jornada nas aprovações que obtive!

Quanto tempo devo estudar por dia?
Quanto tempo devo estudar, por dia, para ser aprovado em um concurso público?

Acredito que essa deva ser umas das principais perguntas de quem pretende realizar um concurso público, vestibular, realizar o exame da OAB, etc.

O engraçado é que a resposta é mais simples do que parece: "depende", rs.

Sei que "depende" pode causar até calafrios, principalmente, nos Acadêmicos do Direito, mas, a verdade é que "depende" de muitos fatores, como:
  • Qual nível do concurso, exame ou vestibular que pretende fazer;
  • Qual seu nível de compreensão sobre o(s) assunto(s) que serão cobrados;
  • Quanto tempo falta para a prova, etc.


Gostaria de compartilhar minhas sugestões e observações, levando em consideração minhas aprovações no vestibular da Universidade Federal do Amazonas (passei na primeira tentativa), no Concurso de Sargentos da Aeronáutica (passei na primeira tentativa), bem como no concurso para Técnico do MPU (passei na segunda tentativa).

Para melhor esclarecer, cabe a observação de que minhas aprovações, até o momento (Jul/2019), foram em concursos ou exames que exigiam do candidato, pelo menos, o nível médio (vestibular e MPU) e técnico profissionalizante (FAB), portanto, não me sinto confortável para falar a respeito de concursos de nível superior, posso, no máximo, compilar sugestões que leio de especialistas no assunto.

Sobre o vestibular, confesso, não estudei com profundidade para o mesmo, decidi encará-lo com os conhecimentos que já tinha do ensino médio (apesar de não ser lá um grande aluno) e minha preocupação maior ficou para a redação, comprei aquele antigo "almanaque de atualidades", tentei estudar o máximo de assuntos para tirar uma boa nota na dissertativa. Deu certo, consegui minha aprovação, mas, aqui aparece o "depende". Essa aprovação dependeu do nível de conhecimento que eu já possuía na época, que, com certeza, vai variar de pessoa para pessoa.

Antes do vestibular (prestei o mesmo quando já era Sargento da FAB), me dediquei ao concurso chamado "EAGS - Estágio de Adaptação à Graduação de Sargentos" da "EEAR - Escola de Especialistas de Aeronáutica". Essa situação foi mais complicada, pois, na época, trabalhava na iniciativa privada, inclusive, aos sábados, o que restringia meu tempo disponível para estudo.

Meu trabalho terminava por volta das 18h e, como era uma cidade pequena, conseguia chegar em casa em um tempo, relativamente, pequeno. Por isso, após tomar um banho, jantar e descansar um pouco, no máximo, umas 20h eu começava a estudar e parava, normalmente, por volta de 00h.

Confesso que não pensava nas pausas (daqui a pouco falo como notei a importância delas), não cronometrava direito, estudava "até cansar", parava para tomar água e ir ao banheiro, e só. Fiquei nesse ritmo, somente, após a publicação do Edital, antes, confesso, praticamente, não estudei.

Mas aqui voltamos ao "depende", pois eu tinha terminado meu curso Técnico em Eletrônica a pouco tempo ( o concurso cobrava conhecimentos técnicos em eletrônica), portanto, muita coisa estava "fresca" em minha memória, o que facilitou os estudos. Se eu tivesse me formado a mais tempo, provavelmente, precisaria de mais tempo para estudar.

Depois de alguns anos trabalhando como Sargento da Aeronáutica, decidi que mudaria de profissão, queria continuar no serviço público federal, mas, em algum cargo civil. Após muitas pesquisas, decidi focar no Ministério Público da União, para o cargo de Técnico Administrativo, Área Administrativa.

Fui para a prova, em 2010, "estudando" da mesma forma que me "preparei" para o concurso da Aeronáutica, fui aprovado, porém, no Estado de São Paulo, minha classificação não foi suficiente para nomeação durante o prazo de validade do certame, que, no caso, foi de um ano, prorrogado por mais um.

A partir daí decidi me aperfeiçoar e pesquisar como poderia melhorar meu desempenho, estudando por pouco tempo, pois a vida militar restringia, bastante, minha disponibilidade para estudar, além, claro, de compatibilizar meus estudos com minha vida em família, com amigos, etc.




Comecei a colocar em prática algumas técnicas para resolução de questões, que aprendi em alguns cursinhos presenciais e a distância, li e assisti muita coisa sobre "como estudar melhor", "como acertar questões de concursos", "como chutar em concursos", etc.

Publicarei outras postagens, mais detalhadas, sobre esses assuntos, no momento vou focar no tempo diário de estudos e, principalmente, nos períodos ininterruptos de concentração.

Com relação ao número de horas diárias, vamos de novo com o "depende", depende de quanto tempo você tem disponível para estudo, se trabalha, se tem filhos, etc. Acredito que, nesse ponto, o mais importante seja aproveitar o tempo da melhor forma possível, devendo analisar as duas situações mais importantes para seu planejamento de tempo:

1. Edital ainda não saiu e/ou não tem previsão de publicação;
2. Edital foi publicado e temos pouco tempo até a prova.

No primeiro caso, confesso, não me dediquei muito aos estudos, o que podemos considerar uma falha e, com certeza, foi determinante na minha classificação no concurso do MPU de 2013 (fui nomeado após dois anos e meio de espera), pois poderia ter sido nomeado antes.

Mas, de qualquer forma, muitos especialistas recomendam que a intensidade dos estudos no período "pré-edital" deva ser cautelosa, pois, se acelerarmos demais, podemos não aguentar o ritmo e desistir no caminho, afinal, somos humanos, temos nossas limitações.

Portanto, nesse período pré-edital, aproveite, sim, os momentos disponíveis para estudo, mas, cuidado para não "surtar".

Agora, quando o Edital é publicado, temos uma situação bem diferente. Nesse caso, acredito muito na dedicação intensa, aproveitando cada minuto disponível para estudarmos e focarmos, somente, na prova. Isso significa compreensão da família, várias negativas para sairmos com amigos, etc. Com certeza, esse período foi crucial nos concursos que realizei, afirmo que só consegui minhas aprovações por conta da dedicação exaustiva no "pós-edital".

Para exemplificar minha aprovação no MPU, em 2013, após o Edital intensifiquei meus estudos, porém, "peguei pesado", de verdade, tirando treze dias de férias que me restavam naquele momento, e, simplesmente, "sumi" do mundo, me tranquei em casa e estudava das 08h às 00h.

Agora, vou explicar abaixo a melhor forma que aprendi para aproveitar esse período de intensidade nos estudos.




Aprendi com excelentes especialistas que, no geral, não conseguimos focar em algo por muito tempo, sem perda de informação. E quem tem um longo Edital pela frente não pode se dar ao luxo de perder informações durante sua preparação, isso pode ser crucial para seu sucesso ou fracasso na prova.

Portanto, como estudei, intensamente, perdendo o mínimo de informação?

Acredito, por experiência própria e por recomendações de especialistas, que o grande segredo está nas pausas. A partir de 25 a 30 minutos, de concentração ininterrupta, começamos a "perder" informações, mesmo que não nos demos conta disso.

Por isso, meus períodos de estudos eram de 25 a 30 minutos, com pausas de 05 a 10 minutos. No meu caso, procurava fechar os olhos e relaxar, tomava bastante café (importante não tomar café a noite, para não prejudicar o sono) e, nesse ritmo, posso afirmar que consegui minha aprovação e posterior nomeação, estudando, intensamente, somente, 13 dias, pois os dias anteriores estudava, no máximo, umas duas horas por dia, isso após a publicação do Edital.

Portanto, para finalizar essa postagem (vou escrever mais em outras oportunidades), acredito que o importante seja aproveitar bem seu tempo disponível para estudo, inclusive, em locais como metrô, trem, ônibus, esses locais podem ser úteis para revisões, resolução de questões, principalmente, para pessoas que ficam muito tempo nestes meios de transporte.

E voltando ao principal, nos períodos de concentração intensa, não ultrapasse os 30 minutos de estudos ininterruptos, pois, do contrário, perderá o foco e, consequentemente, informações relevantes que podem garantir sua aprovação!

Até a próxima postagem! Grande abraço!




"Todas as opiniões aqui expressas são da inteira responsabilidade do autor de cada postagem, não coincidindo, necessariamente, com as posições do órgão público cujos quadros o autor integra nem de qualquer órgão do governo brasileiro".

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