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*Atenção! O texto a seguir é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência!

Certo dia, Chatonildo, estudante do segundo semestre de direito, durante uma aula de Constitucionalismo antigo, indagou ao Professor Mévio:

- Professor, para quê estudar essa velharia?

Professor Mévio, apesar do baixo salário, com grande paciência explica: O conhecimento histórico do Constitucionalismo ajuda na compreensão da matéria!

Além disso, exclamou o Professor Mévio, esta matéria despenca em concursos públicos!

Chatonildo, mais ou menos convencido, decide que a aula pode continuar, mas, logo interrompe novamente o Professor Mévio, desta vez, pelo menos, com uma dúvida séria:

- Professor, não entendi o que é constitucionalismo em SENTIDO AMPLO e SENTIDO ESTRITO!

Professor Mévio então explicou: 

Chatonildo, Constitucionalismo em SENTINDO AMPLO diz respeito à existência de uma constituição dentro de uma sociedade, independentemente da época e regime de governo por ela adotado. Já o Constitucionalismo em SENTIDO ESTRITO diz respeito, principalmente, à garantia de direitos e à limitação de poderes dos governantes, além de ser associado a ideia de separação dos poderes!

- Ok Professor, entendi, mas, por qual motivo o senhor disse que a organização social do povo Hebreu representou o marco inicial do constitucionalismo? Por acaso o senhor é religioso?

Mais uma vez, pacientemente, Professor Mévio explicou que, apesar de termos exemplos de povos mais antigos organizados socialmente, no caso dos Hebreus houve, pela primeira vez, a limitação do soberano. O Estado Hebreu era teocrático, desta forma, os dogmas advindos dos escritos sagrados eram vistos como limitações ao governo!

Chatonildo, então, por ora, deu-se por satisfeito, apesar de já planejar interrogar o Professor frequentemente, pois precisava demonstrar o quanto era esperto o suficiente para perceber e enquadrar o Professor caso ele desejasse doutriná-lo, seja com dogmas religiosos ou, principalmente, políticos!