Olá pessoal! Hoje gostaria, especialmente, de escrever para você que, assim como eu, mudou ou pretende mudar de profissão e quer se aventurar no mundo jurídico, ou mesmo você que está começando e pretende cursar direito em uma Universidade particular, mas, que seu objetivo com a mudança de profissão ou início profissional já esteja claro: Prestar concursos públicos para carreiras jurídicas!

Assim, o foco deste texto, com complemento das próximas postagens, será contribuir na escolha da Universidade particular e forma de estudo durante o curso, caso você, realmente, pretenda prestar concursos públicos.

Caso seu foco seja a advocacia, muito provavelmente, seu caminho terá de ser outro e não estou apto a aconselhar, com segurança, nesse sentido. Contudo, se aventurando um pouco no assunto, se fosse esse o meu caso, meu foco seria cursar Direito em uma Universidade pública ou particular de renome, ainda que sacrificando muitas horas de estudo e/ou dinheiro para isso.

Claro que o recém-formado pode começar sozinho, mas, encontrará muitas dificuldades para trabalhar e terá de focar em parcerias, pois ainda não será especialista em nenhuma área. Agora, caso pretenda ingressar em escritórios, é ululante, se o recém-formado não tiver "sobrenome" importante neste meio, ou um bom networking para o tão famoso "QI", pelo que tenho visto e conversado, terá muitas dificuldades para inserção no mercado, em especial, nos grandes escritórios.

Entretanto, essa situação pode ser mitigada por um "bom currículo", o que, neste caso, basicamente, terá como ponto de partida importante o diploma em uma instituição de renome, seja pública ou privada. Meus caros, é triste, mas, realista: Seu currículo pode, simplesmente, ir para o "lixo", antes mesmo de ser analisado, principalmente no início ou para estágio, caso seu diploma não seja da(s) Universidade(s) "certa(s)".

Todavia, definitivamente, essa (ainda) não é a realidade para os "concurseiros". Em que pese os ataques injustos aos concursos públicos, sem sombra de dúvida, essa forma de seleção é a mais democrática, eficiente e imparcial para seleção dos funcionários do Estado e, definitivamente, não é necessário "o diploma" para alcançar a aprovação! 

Digo isso com segurança, pois tal conclusão não é fruto de "achismo", mas sim, além das experiências pessoais, fruto de conversas com amigos e conhecidos aprovados nos mais diversos certames e, claro, de aconselhamento com diversos especialistas existentes na área, muitos destes, inclusive, estão disponíveis gratuitamente pela internet.

Destarte, é muito imprudente, em especial para quem trocou de profissão após os 30 anos - como no meu caso -, acreditar que só deve pensar em concursos públicos após a "colação de grau". Definitivamente, é necessário direcionar forças, antes mesmo da conclusão do curso, pois as circunstâncias financeiras, profissionais, familiares, etc, podem te "empurrar" para outro caminho e, consequentemente, dificultar o planejamento e execução dos estudos.

A Universidade lhe facilitará a formação da tão famosa "base jurídica", mas, não se engane, ela não é, nem de longe, suficiente para aprovação nos grandes certames, aliás, nem mesmo nos concursos de nível médio. Conheço diversos bacharéis em direito que não lograram êxito na aprovação para concursos de Técnicos de Tribunais ou de Ministérios Públicos, os quais, em sua maioria, requerem apenas o nível médio, e pessoas como eu e outros tantos, que vieram do mundo das "exatas" ou que tenham apenas o nível médio, ao estudar, especificamente para tais concursos, conseguimos aprovação e nomeação, mesmo com preponderância de disciplinas jurídicas em tais certames.

Se você já é acadêmico do direito, e está na dúvida sobre o que afirmei acima, faça um teste: Pegue provas anteriores dos concursos da Magistratura, Ministérios Públicos, Defensorias, Delegados, Analistas, Procuradorias, etc, depois, escolha questões para resolver das matérias que já cursou e veja o resultado. Garanto, irá se surpreender.

Ok. Você pode estar se perguntando, entendi a importância de começar os estudos para concursos antes mesmo do término da faculdade, porém, como fazer e qual faculdade escolher? 

A partir de agora, entrarei em alguns assuntos "polêmicos" e "politicamente incorretos", o que, obviamente, não é muito confortável de se abordar publicamente, mas, pretendo ser o mais sincero possível, ainda que isso "desagrade" algumas pessoas, pois, muitas coisas que aprendi na vida, e tenho gratidão por isso, vieram de conselhos, inicialmente, "desagradáveis aos ouvidos".

Neste post, gostaria de aconselhar o seguinte: independentemente da faculdade, não delegue sua formação intelectual aos professores, aos chefes, aos colegas, aos familiares, etc. Definitivamente, não delegue seu aprendizado.

Agora, veja bem, não estou dizendo para ser arrogante, presunçoso, o aluno ou funcionário "questionador", "sabichão", pois o segredo para o aprendizado é ter humildade e ciência de que não sabemos de quase nada nessa vida!

Tenha certeza, seu Professor sabe muito mais que você sobre a matéria que leciona, seu chefe ou colega mais experiente saberá muito mais sobre a maioria dos assuntos em que são especialistas, etc. Por isso, quando digo para não delegar seu aprendizado, não estou dizendo para não aprender com seus professores, chefes e colegas, pelo contrário, isso tem de ser rotineiro. O que estou dizendo é para você conduzir o processo, e não para recusar o conhecimento que lhe será repassado.

E o que seria "conduzir o processo de aprendizagem" e não delegá-lo?

Vou tentar dar um exemplo claro e politicamente incorreto. Muitos professores são péssimos em passar seu conhecimento. Isso mesmo, são péssimos, e não falo que tais professores não saibam a matéria, pois, geralmente, você irá se deparar com indivíduos com Mestrado e/ou Doutorado naquela área. O que estou dizendo é que existem professores com péssima didática ou, claramente, não gostam do que fazem, estão ali, simplesmente, por status ou dinheiro. E qual a consequência disso? Aulas péssimas, desmotivadoras e, muitas vezes, esses são os que mais exigem "presença" em sala de aula ou "pegam pesado" nas provas, a fim de mostrarem o quanto aquela disciplina é complicada para os meros mortais (alunos).

Desta forma, não tenho receio nenhum de escrever isso, quando me deparo com professores assim, se possível, farei de tudo para não estar em sala de aula. E isso não quer dizer que deixarei de aprender, pelo contrário, me socorro de videoaulas e livros de professores que, realmente, amam a profissão. E, felizmente, são muitos!

Assim, conduzir o processo de aprendizagem e não delegá-lo, no exemplo acima, é não se fazer presente em sala de aula, o que, convenhamos, é quase um "crime" para quem pensa dentro da caixa com relação ao aprendizado.

Para não deixar esse texto muito longo, por ora, encerrarei por aqui. 

Atualmente, em abril de 2021, estou caminhando para o 9° semestre do Direito, inclusive, em processo de elaboração do tão famoso Trabalho de Curso (TC), (TCC na maiorias das faculdades) e prática/estágio jurídico trabalhista, estágio na área penal, etc, portanto, estou com o semestre bem atabalhoado, mas, farei o possível para compartilhar mais experiências por aqui.

Nas próximas postagens, que farei em breve, explicarei, por exemplo, por que escolhi começar e terminar meu curso de Direito na Universidade Nove de Julho (Uninove), apesar de ter breves passagens pela Universidade Estácio e Universidade Brasil, e como complementei e complemento meus estudos durante este período, indicando cursos e obras de Profissionais, por exemplo, do G7 Concursos, Estratégia Concursos, Editora jusPODIVM, etc.

Grande abraço e até lá!

Quer cursar Direito em Universidade particular e tem dúvidas sobre qual escolher? Pretende fazer concursos públicos? Então, esse texto é para você!
Imagem de mohamed Hassan por Pixabay